Desenrascanço From Wikipedia, the free encyclopedia. Desenrascanço (loosely translated as "disentanglement"; is a Portuguese word used in common language in Portugal, to express an ability to solve a problem without the adequate tools or proper technique to do so, and by use of sometimes imaginative resourcefulness when facing new situations. Most Portuguese people strongly believe it to be one of their most valued virtues and a living part of their culture

sexta-feira, outubro 13, 2006

O.B.


Com tampões O.B. (também conhecidos por tampões Olegário Benquerença), o periodo leva um cartão vermelho

terça-feira, setembro 26, 2006

Novidades, novidades, Só No Continente

já sabem para que servem os oculos verdes.... Os que melhor me conhecem, sabem para que servem os oculos vermelhos, e vão ao meu novo blog.
Se não me conhecerem bem, mandem-me um comment, que eu respondo e envio o link

domingo, janeiro 22, 2006

o Che e o Che Che

Tempo de Campanha eleitoral...

Breve Sintese Literária

O Resumo não é meu, mas devido à falta de tempo de que todos padecemos, acredito que seja util a muitos.
(Só espero que a minha maezinha não me atire com os 7 volumes do Marcel Proust à cabeça, pela falta de respeito...)



1) Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed. Chartreuse.1200 páginas.
Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro. Fim.

2) Marcel Proust: À La recherche du temps perdu (Em Busca do Tempo Perdido).Paris, Gallimard. 1922. 1600 páginas.
Resumo: Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte (pág. 486. vol. I), come um bolo eescreve um livro. Nessa noite (pág. 1344, vol. VI) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito velhinhos - e pronto. Fim.

3) Luís de Camões: Os Lusíadas. Editora Lusitânia.
Resumo: Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa muito gente fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas. Fim.

4) Gustave Flaubert: Madame Bovary. 778 páginas.
Resumo: Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre. Fim.

5) William Shakespeare: Romeu e Julieta. Londres, Oxford Press.
Resumo: Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero. Fim.

6) William Shakespeare: Hamlet. Londres, OxfordPress.
Resumo: Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando ofantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujohomem de confiança é o pai da namorada, que entretanto se suicida ao saberque o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o paido seu namorado e dormia com a mãe.O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira,e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e quetinha sesuicidado. Fim.

7) Sófocles: Édipo-Rei - tragédia grega. Várias edições.
Resumo: Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta. Fim.

8) William Shakespeare: Othelo.
Resumo: Um rei otário tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O imbecil acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traidor. Prende o cara e fica chorando sozinho.Fim.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Um Thriller de proporções Biblícas, não fosse o facto de se passar na China

Eunucos, os Malditos - Um prelúdio

eunuco

substantivo masculino
1. guarda castrado de um harém;
2. homem incapaz de procriar;
3. flauta popular;


Destas três definiçoes, retiradas do diccionário da Porto Editora, as duas primeiras são sinónimo, a terceira dá que pensar.... julgo que se deve tratar de uma flauta muito pequena.
Contudo, na China, os Eunucos eram muito apreciados nas cortes mais orientais, como na corte do Imperador Chinês Ming... Este Homem, para além de Imperador do País do Sol Nascente, era também um visionário, pois foi graças a ele que surgiu o conceito de condomínio fechado....
Tudo comçou há muito muito muito tempo.... há tanto tempo, que me apetece começar com "Era uma vez.... há muito tempo atrás, um menino que foi coroado Imperador... Mas o que ele queria, na realidade, era ser Playboy no Algarve, andar atrás das bifas e tal e coiso... ser Metrosexual... Viver no Bairro Alto.... Ir ver os jogos do Porto ao Dragão...
Mas não podia, porque tinha de atender aos interesses da nação, elaborar o Orçamento de Estado, manter a ordem nos bairros Sociais...
Nessa altura, os Chineses da Classe Médio-Alta estavam a ficar preocupados com a desordem reinante em Shaolin, onde os Monges Budistas (especialmente treinados em artes marciais), alojados em habitações sociais, sem um mínimo de condições ou de privacidade, ameaçavam fazer a Pekim o que Nero tinha feito a Roma...
Para resolver esse problema, o Imperador mandou chamar o arquitecto Imperial:
"Tomás!! ÓÓÓÓÓÓ Tomás!! Anda cá, pá! - "Vou já, deixa-me só acabar de cagar - Eh pá, vê lá se te despachas, que eu não te pago para andares a gastar o papel higiénico do palácio, o papel está caro". Passados breves instantes, volta o Tomás "Ouve lá, ó Tomás, eu não te tinha dito que andares a comer amoras quentes te dava a volta à tripa? - Ouve lá, ó Ming, já paravas de me comer a cabeça - Iá, iá, tens razão, eu é que estou a ser muito yang... a ver se mudo o meu karma mais para um flow mais ying.... Mas de qualquer forma, tás a pensar ir surfá-las, depois da aprovação do Orçamento? - Eh pá, acho que népia, tá mais pró flat - Eh pá, ainda bem, eu tava mesmo para aqui a magicar... Se não me projectavas aí uma cidadezita.. - Por mim, tá-se, és tu que pagas, mas tens de me deixar por umas torrezitas lá no cimo de Lisbôing... - tranquilo, tranquilo, faz mais algumas, tipo para por na Av. de Bernôing - Boa ideia... E então, Mingalhaço... - Eh pá não me chames isso, já sabes que não curto... - iá, iá tens razão, desculpa lá a cena... mas diz lá o que queres! - Olha queria que me fizesses um condomínio fechado... tipo T1's e T2's, não muito grandes, vá lá, tipo 75m2, mais coisa menos coisa.... eh pá, olha já agora, põe também alguns dragões espalhados um pouco por todo o lado... já sabes que eu e o FêCêPê... Põe também uns muros à volta... e... - Ouve lá, para que é que queres esta cena? - É prás minhas babes, topas?.. tás a ver... ponho-as a todas a viver no mesmo spot, e assim não tenho que andar muito... "
E assim foi... O condomínio privado foi inaugurado, chamando-se Cidade Proíbida, e todas as esposas do Imperador (cerca de 400) foram para lá viver... Acontece que o Imperador teve de ir combater os Mongoloides, habitantes da Mongólia, que atacavam o Império Chinês, luta essa que durou 2 anos... Quando voltou, muitas das suas mulheres estavam grávidas... O Imperador estranhou, mandou o lote de mulheres defeituosas desta para melhor, e mandou vir um lote novo, com promoção e tudo, (mas só para quem tivesse cartão do Continentôing), que hospedou nas casas, agora vazias.
E decidiu tomar precauções para que tal, de novo, não sucedesse...

(Não perca, dentro de algumas semanas, a continuação deste Thriller de proporções bíblicas, não fosse ele passar-se na China, sendo por isso de proporçoes orientais)
Devo ainda referir que "achei importante contar esta história"

quarta-feira, outubro 26, 2005

Rima Parva


Berre. Grite.
Faz bem à saúde, porque liberta o stress.
A Lomo ajuda, e até agradece.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Furacões e Furacoas


A imagem acima é do furacão Anita. A verdade é que é do furacão Anita, mas podia ser do Rita. Também podia ser do Katrina. Do Wilma. Camille. Bonnie.Porque é que os nomes dos furacões têem nome de mulher? E se têem nome de mulher, porque não chamá-los furacoas? (vá de ver que digo furacoa, e não furacona, que também não tem nada de mal, mas que poderia dar origem a más interpretações...)
E pus-me a pensar.... "E porque raio é que lhes dão o nome de Stripper? hãã? de Heroina da nossa infância? de personagem Pré-Histórica, de delinquente? por que não furacão madre Teresa? ou furacão Joaquina? hãã? Se fossemos nós a dar os nomes aos furacões, o tinhamos o furacão Marisa Cruz, Isabel Figueira, Catarina Furtado... Ah pois é!!"
E já agora, se os furacões sexy vão para a America, porque raio é que
a nós só nos vem parar o furacão Vince? a nós!!?? um Furacão com nome de gajo? acha o quê? que somos todos marinheiros? Nem pensar!! logo nós, que até temos o os Icones Europeus da masculinidade, como o Zézé Canarinha, o Tino, o Castello-Branco, o Sócrates, o Carrillo, o Herman José, um programa de Travestis, um programa para ensinar a vestir à gay.... então com isto tudo, não conseguimos nem uma furacoazita, só para amostra?

quinta-feira, setembro 08, 2005

Camisa-fatela-Shake

Pegue-se numa namorada atenciosa, e ponha-se-lhe nas mãos camisas ultra-fashion. Adicione-se uma toalha vermelha, e coloque tudo num tambor. Deixe actuar durante 90 minutos dentro do tambor de um electrodomestico. Desenforme, e obterá camisas cor-de-rosa-fatelas.
Sucesso garantido entre os seus amigos, que não poderão deixar de lhe perguntar se virou marinheiro.

Gripe das Aves

Para os menos atentos, a gripe das aves já se encontra em Portugal. Ricardo, do Sporting, foi a primeira vitima, e ao que parece, esta doença só é perigosa para os repteis, mais especificamente para os lagartos.

segunda-feira, agosto 29, 2005

A história do menino que não sabia fazer nada e do aspirante a vendedor de calhambeques que o ensinou a gamar

Era uma vez um menino que nada sabia fazer senão passar os dias todos na tasca.
Contudo, esse menino, oriundo de famílias pouco abastadas de Norteardido, em Trás-os-Montes, não recebia mesada, semanada ou qualquer outro tipo de rendimentos (não declarável para efeitos de IRS). Uma vez que não sabia fazer nada, e que para além disso, ainda era pouco prendado intelectualmente, decidiu fazer amizades, por forma a poder passar os dias na tasca sem ser a olhar para os demais a beberem, descansadinhos da vida, o seu bagaço. Num dos poucos rasgos de inteligência que, ao longo da sua vida, teve, decidiu que o seu amigo tinha de ser rico, ou, pelo menos, a isso aspirar. E como tal, arranjou um amigo que era aspirante a vendedor de carros, mas que de rico, só tinha mesmo o Pan, que se comprava na loja do Edmundo, seu pai.
Como todo o pan rico era seco (não tanto como Portugal neste ultimo ano), eles ficavam os dois com um secão tremendo, que resolviam regar com cerveja.
Sendo Norteardido uma aldeia em franca expansão, existiam duas tascas, uma ao lado da outra, por forma a respeitarem as leis da concorrência, e proporcionarem ao habitantes preços mais baixos. Contudo os dois pelintras amigos, apesar dos baixos preços praticados por Isabel (da tasca Bardajonice) e Isabel (da tasca Javardola), continuavam sem dinheiro. Então, o aspirante a vendedor de automóveis teve uma ideia: "Bute catar umas garrafas à Bardajonice e ir reclamar a tara à Javardola", ao qual o seu amigo respondeu "gamar? siga!" e assim foi que ambos começaram a sua vida de delinquentes, e formaram o temível Gang da Tara, gamando garrafas de Super Bock para ganhar a vida.
Hoje em dia, o aspirante a vendedor de veiculos motorizados deixou de ser aspirante e tem um stand em Fernão Ferro.
O outro, Armando de seu nome, continuou sem saber fazer nada, o que não o impediu de se tornar administrador da CGD.

quinta-feira, agosto 11, 2005

Momento Zen

Como agradecimento a todos aqueles que se dão ao trabalho de ler estas linhas, vou colocar duas frases que podem salvar a pele a qualquer um no local de Trabalho:

1º: O trabalho não azeda (remate, convictamente, com a seguinte frase com: "já o meu avô/avó dizia", funciona sempre)

2º: Não procure o culpado, procure a solução; se encontrar a solução, ninguém será culpado (remate com o "provérbio Japonês". Devido à sabedoria inerente à palavra Japonês, o seu chefe de certeza que reconsiderará.)

exemplos:

Chefe: "Oh tomilho, está na internet no horário de expediente?"
Tomilho: "oh chefe, o trabalho não azeda"

mas também é extensivel à segunda frase:

Chefe: "quem foi que telefonou para as linhas eróticas do escritório?"
Tomilho: "Oh chefe, não procure o culpado, arranje uma solução; se encontrar a solução, ninguém será culpado"

Obviamente que estas frases podem dar jeito na vida pessoal:

Namorada: "ainda não lavaste a casa-de-banho"?
Tomilho: "Oh krida, a casa-de-banho não azeda"

Namorada: "quem foi que acabou o papel higiénico e não mudou o rolo?"

Tomilho: "Oh krida, não procures quem é que não mudou o rolo (obviamente, sabe-se quem foi à partida, e a pergunta da namorada não necessita de resposta); Se o mudares tu e ficares mas é caladinha, não tens que me chatear os cornos por isso"

Nota do Autor: O tomilho não poderá ser responsabilizado por qualquer situação menos agradável que possa advir da utilização destas duas frases.

sexta-feira, agosto 05, 2005

Tape-me o Buraco

Decididamente, os buracos estão cá para ficar... Depois do buraco do Metro, do buraco de Campolide e do buraco do Marquês, vem agora o buraco do Porto.

"Tape-me o Buraco, Sr. Rui Rio" disse a nossa Heroïna ao autarca da Câmara Municipal do Porto...

Esta frase, proferida (Para as mentes mais perversas: não, não foi no aclamadíssimo "Férias escaldantes em S.Martinho do Porto" ou no "fim-de-semana Lusitano") no âmbito do caso "Túnel-de-Ceuta-em-frente-ao-Museu-Soares-dos-Reis-e-que-lhe-estraga-a-vista", foi para mim alvo de um contra-censo(*) gigantesco, uma vez que, 5 minutos antes, na RTP2, tinha passado uma reportagem sobre a falta de afluência das gentes Portuguesas aos museus. Tal contraçenço(*) fez-me mencionar o sucedido no decurso de uma conversa de café tida com um amigo (num jardim). Como bons Portugueses que somos, decidimos avançar com uma solução.

Srª Ministra da Cultura: Obrigue o referido autarca a colocar a saída do túnel dentro do museu, fomentando, deste modo, a ida dos Portugueses ao museu a caminho do trabalho. Desse modo, poderia resolver as duas questões mencionadas anteriormente, contentando toda a gente. "Se o museu vêm a Maomé, Maomé não têm de ir ao museu", como tão bem dizia a minha avózinha.

Mais: Como não passa pela cabeça de ninguém ir ao museu sem pagar, tem aí uma excelente maneira de cobrar uma portagenzita, que ninguém se importa de pagar, porque a cultura não tem preço.

Ainda no decurso da conversa, também mencionámos os níveis de (des)contentamento dos portugueses. E também resolvemos avançar com uma solução para esse caso: Senhores Ministros, gostaria de pedir, em nome de todos os Portugueses, que o nome de "Portugal" fosse mudado, durante todo o mês de Agosto, para "Algarve". "Se Maomé não vai ao Algarve passar férias, o Algarve vem a Maomé", como tão bem dizia a minha avózinha.

E para além disso, se já estou no Algarve, para quê gastar dinheiro em gasolina, gramar com os putos (aka ranhosos), com a sogra (aka boi) e com a mulher (aka garina)? Só se for para estar mais perto de Africa. E para isso, vou ao Martim-Moniz, que sai mais barato e não me passo dos cornos com o boi nem com a garina.

(*) qualquer comentário que me elucide sobre a escrita desta palavra será aceite de bom grado. Agradecido.

quinta-feira, julho 28, 2005

O geninho que era metro(homo)sexual parte 3

"GNR"-"faz favor de dizer"-"o heroi da história está?"-"está sim, vou chamar" e o heroi da hstória veio à porta, e observou um geninho igualzinho aquele que o tinha multado havia agora uns meses, só que este usava calças de cabedal preto justinhas, com uma T-shirt canelada, brinco nas duas orelhas e bolsa da Calvin Klein a tiracolo. "Agente Aníbal- é o Sr. heroi da história?"-"Sim, sou o heroi da história, o que é que se passa?"-"o senhor não efectuou o pagamento da multa"-"qual multa"-"aquela"-"aquela, como?, essa eu paguei"-"factura?"-"não tenho"-"não tem como"-"não ma deram"-"então não pagou"-"paguei. está a chamar-me mentiroso?"-"não, mas se pagou tem de ter um recibo" e a história prosseguiu durante mais alguns minutos, até que uma voz moderadora "Não quer entrar?", sem pensar que se por acaso o geninho tinha sido mantido do lado de fora de casa, não era por medo dele, mas sim da sua aparência. Para mim foi um choque. Não por um geninho ter feito 500km para vir cobrar uma multa de 25 euros. Não por tê-la vindo cobrar de calças de cabedal ou de bolsa-a-tiracolo-da-Calvin-Klein. Não por ter brincos nas duas orelhas. Não por olhar com ar guloso para o heroi da história. Mas sim por não ter barriga.

O geninho que era metro(homo)sexual parte 2

Aquilo que me fez escrever foram as memórias evocadas ao pensar que uma pessoa que me é muito próxima (não vou citar nomes), conduzia pelo interior de Portugal, imagine-se, sem documentos, sóbrio. Tinha acabado de ir comprar roupa à cidade mais próxima. Eis que, maldosamente, um geninho salta de trás de uma árvore, ladrando para que essa pessoa encostasse à berma. "Boa tarde" bateu continência e "Agente Aníbal". O nosso heroi não pode deixar de notar que este geninho, ao contrário do resto da espécie destacava-se dos demais do facto de não ter barriga proeminente, nem bigode farfalhudo, e o halito dele não tresandar a vinho. "Os seus documentos, por favor"- "Não os tenho comigo"-"Então vou ter de o autuar"-"mas porquê, eu posso ir buscar os documentos a casa, ou então...."-"não há nada a fazer, a lei é a lei! vou ter de o autuar" e este diálogo prossegui durante alguns minutos até que a lei acabou mesmo por prevalecer, enquanto que carros passavam na aldeia a 120km/h, e o nosso heroi foi incumbido de comparecer na esquadra para pagar a multa e apresentar os documentos. Depois de uma cena vou-mas-é-meter-a-guita-ao-bolso-e-não-dar-comprovativo-de-pagamento-ao-tanso-a-ver-se-pega-e-se-calhar-logo-à-noite-vou-à-xacal-e-pago-um-whisky-a-uma-dama-e-vai-na-volta-até-me-safo, encontramo-nos em lisboa, são 9 da noite, e tocam à porta...

O geninho que era metro(homo)sexual parte 1

Estava eu hoje (como ontem, anteontem e etc...) no trânsito, desta vez por causa de um choque frontal entre três carros(*), devido, como é por todos sabido, à fraca qualidade dos traçados das nossas estradas, e que o projectista não se lembrou de pensar nos pobres portugueses que pretendem fazer ultrapassagens em curvas sem visibilidade. "Sim, porque quem é que o projectista pensa que é? não o conheço de lado nenhum, e o gajo vem pr'aqui dizer que eu, que tenho um fiat-punto-amarelo-com-um-rátátá-maior-que-eu-sei-lá-o-quê não posso ultrapassar, ãã, e eu, que-não-devo-ter-problema-nenhum-na-minha-carola-por-me-ter-endividado-até-aos-cornos-para-ter-um-carro-assim-tão-fatela, ãã, devo fazer o que o gajo me manda, ou mesmo, vá-se lá saber, cumprir o código da estrada? ãã? é já a seguir!! é queeeé jááá....aaa sguir!!!" Mas voltando à minha história; estava eu no trânsito, quando perguntei a um geninho o que é que se passava. Ele informou-me acerca do acidente, e disse-me para fazer inversão de marcha (embora estivessem 50 carros à minha frente) sobre não um, mas sim dois traços contínuos, passar sobre uma raia e "fazer o que me apetecesse". Ora bem, se um geninho me diz (sem eu lhe perguntar nada mais senão informações de trânsito) para eu cometer, de uma assentada, 3 infrações muito graves (seg. o art. 4, lei 25, parentesis b, alinea c do código da estrada), à frente dele, o que é que ele queria dizer com "fazer o que me apetecesse"? Deixo isso à consideração de um posterior post.

Notas do autor:

(*) para quem se estava já a rir a dizer que o tomilho me fritou a batatola, e que achou que eu era idiota em pensar que de um choque entre três carros, todos eles batiam de frente: Obviamente, um deles bateu noutro por trás(**), uma vez que, tanto me é dado conhecer, nenhum carro (e pensando melhor, nenhum veiculo (e pensando ainda melhor, nenhum objecto)) tem duas frentes. Obrigado pela atenção dispensada.

(**) espero que não pensem que os carros eram marinheiros ou algo do género

terça-feira, julho 26, 2005

Fw: sou o papao __________________



"sou o papao ____________________________
Continua a preferir gastar mais?
Compare o preço da sua ligação à Internet hxttp://acesso.portugalmail.pt/compare"

Não pude deixar de colocar este mail que recebi no meu Blog, não apenas pela originalidade do mail que um amigo meu me mandou, mas também pelo facto de o acaso ter juntado aquilo que imediatamente me fez lembrar a P(ortugal)T(elecom).
No seguimento do Proust a comer madalenas (ver 1ºpost para mais explicações), un anuncio atravessou-me o cocuruto (não posso deixar de pedir a quem estiver a ler estas linhas que pronuncie cocuruto alto... se estiver com paciencia para isso, ponha-se de pé em cima de um muro, espere pelo nascer do sol, e quando o vir a aparecer no horizonte, encha o peito de ar e grite cocuruto. Se não tiver pachorra, imagine. A mim fez-me rir). Mas voltando ao anuncio.
Vê-se uma familia com um monstro em casa, que é, obviamente, um cruzamento entre um escaravelho e uma barata. Sendo um cruzamento, e não vendo sinceramente o lucro que qualquer laboratório teria em produzir semelhante bicho, posso concluir que se trata do fruto de uma união pecaminosa entre dois seres de especies diferentes levados por uma líbido descontrolada devida às alterações sofridas por todos os seres vivos, durante a primavera para a maior parte dos animais, geralmente às 6ªs e Sábados no Homem.
E agora pergunto eu? Em que circunstâncias foi essa união consumada, huuuum? Pode perfeitamente ter sido numa órgia insectívora, huuumm! Quem quer que tenha visto o aclamadíssimo "bananas e cavalos", ãã, com a consagradíssima actriz Cicciolina, percebe que não seja estranho aquilo que estou a escrever....
Agora vem a essência da questão.... A PT obriga-nos a conviver, todos os dias, com órgias insectívoras, apenas porque queremos falar com conhecidos no Brasil, por apenas 1 euro por minuto entre as duas e as três da manhã. Processemos a PT. Boa noite. Sou a Manuela Moura Guedes

domingo, julho 24, 2005

Um Lago na Pradaria




Pois é, Lisboa..... anos 30... (1930, e não uma visão futuristica do que será Lisboa dentro de 25 anos, em 2030 - de qualquer forma, uma quantidade tão grande de água, daqui a 30 anos em Portugal, só se for uma miragem....)


Desengane-se quem pensar que se trata das obras para construção do Parque Eduardo VII, com vista à Feira Mundial do Livro Usado, cuja candidatura foi disputada taco a taco com as termitas, e ganho a custo por Portugal...
(já na altura a Megalomania, embora ainda não tivesse chegado às Árvores de Natal, existia já em relação aos locais onde decorriam os eventos culturais, tendo essa tradição sido perpetuada com mestria através da construção do Centro Cultural de Belém e posteriormente, com a construção da Casa da Música).

Na Verdade, esta foto retrata as obras do Túnel do Marquês, iniciadas pelo pai do Santana Lopes e embargadas pelo tio-avô do Ricardo Sá Fernandes, em 1930...

E esta, heem?

sábado, julho 09, 2005

A minha primeira vez


"Deixei de ser virgem (em materia de blogs...)"

"Cumpridas as formalidades, podemos começar agora a partilhar ideias.. Engraçado como uso a 1ª pessoa do plural... Será a dupla personalidade uma das minhas facetas?" - riu-se ele jocosamente, enquanto relia as linhas dictalografadas no teclado que repousava no seu colo...

"Esta história das tecnolgias sem fio têem muito que se lhe diga.."

E, tal como Proust, relembrou-se da sua infância....´

Há aqui que abrir uns breves parentesis ( ) para tecer algumas considerações. Para quem não está recordado, Proust, enquanto mergulhava as madalenas no chá preto, começou a recordar-se dos bons momentos passados em casa da avó, na Bretanha, onde fazia uma temporada de praia, para, a partir daí fazer uma autobiografia. Pela parte que me toca, acho que é uma das obras mais entediantes da literatura francesa... E sinceramente, imaginando-me na Mexicana a beber um chá preto (Lipton de saqueta, na Mexicana não poderia ser outra coisa) que vou ter de pagar a 5 euros a um empregado, (oriundo de um lote de empregados cujo ponto comum é a má cára), enquanto dou banho a um queque (e quero com isso quero dizer um bolo, e não um dos betos que pululam a praça de Londres) observando (deliciado, tenho de confessar) o tresvazar do chá da chávena, (sem ter muito bem a certeza se é por causa da madalena, se é do facto das mesas da esplanada não estarem, como de costume, niveladas) , e a partir daí relembrar-me das tardes passadas na casa da minha tia, na Amadora, onde um maldito caniche não parava de ladrar durante o fim-de-semana todo.

Mas indo ao Cerne da questão (e falo de Cerne como quem fala de centro, e não como quem fala de móveis)... Tão estupidamente como ao Proust, cuja infância lhe veio à memória enquanto que pedaços de madalena (amolecida pelo chá) lhe caíam da boca, veio-lhe à memória a geração Spectrum. Menos memória que uma disquete, leitor de cassetes que debitava uns "ccrrrrrruuuiiiiiiic, crrruuuaaaaaaaaack" a cerca de 20.000 dB através de um cabo que o ligava ao cpu (se é que era digno desse nome), e passados uns escassos 5 minutos (se o jogo entrasse à primeira) o "bombjack" começava a pular pela televisão fora, tentando desviar-se daquilo que na altura lhe parecia ser um pteródactilo (já na altura acalientava uma certa paixão pelos dinossauros), e apanhar diamantes que só uns anos mais tarde percebeu não existirem.

De qualquer forma, ao fazer esta retrospectiva, quis apenas dizer que escrever este blog foi, cibernauticamente falando, como jogar "Spectrum" pela primeira vez...